1 de mar de 2012

Quando ela se foi - Harlan Coben


Título nacional: Quando ela se foi
Título original: Long Lost
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
ISBN: 978-85-8041-011-2
Ano de lançamento: 2009
Lançamento no Brasil: 2011
Páginas: 250
Classificação:

Dez anos atrás, Myron Bolitar e Terese Collins fugiram juntos para uma ilha.
Durante três semanas, eles se entregaram um ao outro sem pensar no amanhã.

Depois disso, os dois se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho e então foi embora, sem deixar vestígios. Agora, no meio da madrugada, ela telefona:"Venha para Paris."

Terese pede ajuda de Myron para localizar o ex-marido, Rick Collins, que telefonara depois de anos implorando que ela o encontrasse na capital francesa.
Eles logo descobrem que Rick foi assassinado e que Terese é a principal suspeita.

Porém, algo ainda mais atordoante é revelado: perto do corpo haviam longos fios de cabelo louros e uma mancha de sangue que o exame de DNA revelou pertencer á filha do casal. Só que sua única filha morrera em um acidente de carro muitos anos antes.

Logo Myron se vê perseguido nas ruas de Paris e Londres. As agências de segurança de quatro países parecem querer as mesmas informações de que ele precisa para desvendar a morte de Rick e o destino da filha que Terese pensava ter perdido para sempre.

Em uma buca desesperada, Harlan Coben cria um mundo de armadilhas imprevisíveis em que conflitos religiosos, política internacional e pesquisar genéticas se mesclam a amizade, perdão e a chance de um novo começo.

Harlan Coben é um fenômeno dos romances policiais.
Ele tem o dom de te prender ao livro, e é impossível não terminar de lê-lo quando já foi dada largada a leitura.
Na França o autor é tido como “o mestre das noites em claro”, e com total razão, a leitura é extremamente viciante.

Nesse livro, nosso personagem principal é um caso a parte, Myron Bolitar é um ex-jogador de basquete que teria tido um futuro brilhante no esporte caso não tivesse lesionado o joelho. Tragédias a parte, Myron é uma estrela, que viu no insucesso a oportunidade de se tornar agente de atletas e posteriormente de celebridades.
Dotado de um senso de humor fora do comum, com tiradas do tipo “eu a amei e ela amassou meu coração como se fosse um copinho descartavél”, ele dá um toque de humor a história.

Porém, é impossível falar do Myron sem citar seu fiel amigo Win (que na verdade se chama Windsor Horne Lockwood III). Acredito eu, que as missões de Myron não teriam sucesso se não fosse a ajuda que ele recebe do amigo.
Win é poooodre de rico, loiro, alto, olhos claros, um esnobe de carteirinha, um típico sangue azul, mas engana-se quem pensa que Win por ser esnobe é fresco, Win é um justiceiro solitário, barra pesada mesmo, que tem o hábito de viajar e sair na calada da noite só pra dar cabo á vida daqueles que causam desordem e medo nas pessoas.
Myron é a típica pessoa boazinha, que faz o que tem que ser feito e não consegue se manter longe de encrencas, e é Win que o salva, ou seja, cruzar o caminho de seu melhor amigo é assinar o próprio atestado de óbito, pq Win mata sem dó nem piedade (mas somente se for necessário, ele não é sádico).
Win é tãooo esnobe, tão refinado que até para atender o telefone demonstra o quão superior é, falar alô é para os fracos, ao atender o telefone ele fala “Articule”, e eu morri de rir com isso, aliás, só atendo o telefone assim agora!
Win nunca foi casado, nunca se apaixonou, e é um mulherengo de carteirinha, daqueles que fazem sexo por fazer, sem envolvimento, sem sentimento nenhum. Desconfio eu que ele deva ter sofrido por alguém no passado, mas isso nunca foi mencionado.

E finalmente temos Terese, uma ex jornalista de sucesso, alta, magra, esguia, que é dona de uma postura altiva e elegante, que há oito anos teve um pequeno “relacionamento” com Myron, e que agora precisa de sua ajuda, já que como agente de celebridades ele atua como detetive, e acima disso tudo, é uma pessoa de extrema confiança de Terese – mesmo não o vendo há muitos anos.

O livro só perde a tensão quando Win faz alguma piadinha infame (toda vez que vou falar alguma coisa que tenha a palavra me, eu acabo pensando num trocadilho pq o bendito “Mee” não sai da cabeça), ou quando Myron tem alguma tirada digna de risada, ou seja, o livro é 98% do tempo tenso – como todos os livros do Harlan neh?

O livro começa falando sobre o assassinato de Rick Collins, a possibilidade da filha do casal – morta há dez anos – estar viva, afinal, na cena do crime foi encontrado sangue e fios de cabelos loiros compatíveis com o DNA de Rick e Terese, e depois a coisa envereda pro lado do terrorismo internacional, planejado através da genética e células embrionárias, de um modo que realmente te deixa com a pulga atrás da orelha, pq sim, as possibilidades do livro existem.
Mas em meio disso a essas condições extremamente adversas temos o surgimento do amor.

Não vou falar do final, mas esse te deixa com gostinho de quero mais, e ainda bem que temos outro livro do Myron na sequência.

Recomendo de olhos fechados praquelas pessoas que adoram um suspense policial, aventura policial, pra quem gosta daquele friozinho na barriga enquanto vira as páginas, porém, com uma advertência, o livro vicia, você pode perder horas preciosas do seu tempo, tudo para matar a curiosidade em saber o que acontece depois e depois e depois.

Agora, é torcer para que Harlan crie bastante continuações para Myron e Win, pq se tem uma coisa que me encanta nos livros do Harlen é a escrita fácil, leve, com personagens que chegam a ser reais de tão humanos. Quem gosta de Dan Brown vai se identificar muito com o Harlen, pq embora os temas não sejam parecidos, a leveza e clareza da escrita é muito semelhante.

1 comentários:

Juh** disse...

AMO os casos do Myron Bolitar Ju! Um dos meus personagens masculinos preferidos!
Hoje eu resenhei o primeiro livro dessa "série", ao todo são 10 com esse personagem. Quero todos hahaha.
Adorei a resenha.

Beijos

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